Smart Sampa: Entenda o Que Vazou e Quem São as Empresas que Operam o Sistema de Câmeras de SP

Smart Sampa: Entenda o Que Vazou e Quem São as Empresas que Operam o Sistema de Câmeras de SP

O Smart Sampa, sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo, está no centro de uma controvérsia após ter credenciais de acesso expostas na internet por cerca de 11 meses. A revelação foi feita pelo UOL em 20 de outubro de 2026.

Segundo a investigação, ficaram expostos em um repositório público 181 Logins e Senhas de usuários autorizados, dados cadastrais de mais de 6 mil Agentes de Segurança e informações que permitiam acesso em tempo real a mais de 58 mil Câmeras conectadas à plataforma, incluindo equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e unidades de saúde.

Para comprovar a falha, os jornalistas conseguiram visualizar imagens de Câmeras em funcionamento e registrar as próprias imagens diante do sistema.

O Smart Sampa é um programa da Secretaria Municipal de Segurança Urbana que combina imagens de Câmeras e inteligência artificial para analisar características faciais e identificar foragidos e desaparecidos. O contrato foi assinado em agosto de 2023 e a central de monitoramento foi inaugurada em julho de 2024, no Centro Histórico. Em outubro de 2026, a Prefeitura contabilizava cerca de 50 mil Câmeras integradas, sendo 20 mil da rede municipal e 30 mil privadas integradas.

A operação tecnológica envolve um consórcio de empresas contratadas, entre elas a Sentinelx, cujo sistema foi acessado por meio das credenciais expostas. A empresa fornece a tecnologia de busca por características físicas e leitura de placas.

Após a divulgação, a Prefeitura de São Paulo confirmou a exposição ilegal de credenciais, informou que retirou as informações do ar, implementou autenticação em dois fatores e afastou um servidor da Guarda Civil Metropolitana suspeito de ser responsável, que passou a ser investigado pela Corregedoria. Apesar disso, a administração afirma que não houve falha nos mecanismos de segurança do programa e que não foram identificados usos indevidos.

A descoberta motivou providências externas. O Ministério Público de São Paulo abriu procedimento preliminar para apurar a falha e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) recebeu pedido de investigação de organizações da sociedade civil, incluindo a Coalizão Direitos na Rede.

Segundo a Prefeitura, até 20 de outubro o Smart Sampa havia contribuído para a captura de 3.629 foragidos, localização de 285 desaparecidos e identificação de 3.914 veículos.

E você, o que acha da exposição de imagens de 58 mil câmeras do Smart Sampa por 11 meses? A Prefeitura deveria suspender o sistema até a investigação terminar? Deixe sua opinião nos comentários.


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Jefferson Freitas

Blogueiro, Empreendedor Digital, Cientista da Computação (Ulbra) e Pós em Gestão Empresarial (FGV) - contato@info4fun.com.br
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