O silêncio sobre o luto Yanomami
A morte de crianças Yanomami por coqueluche em Roraima expõe a falha crítica na saúde indígena, mesmo com a existência de vacinas no SUS para esta doença altamente contagiosa e evitável.
Embora o governo atual tenha sido incisivo nas críticas à gestão anterior por abandono e desumanidade, o cenário de óbitos por causas básicas persiste, revelando que a logística de imunização ainda não chega a tempo na floresta.
A resposta estatal, agora focada em equipes emergenciais e intensificação vacinal, ocorre apenas após o surto consolidado, evidenciando que a crise sanitária, composta também por malária e desnutrição, ultrapassa narrativas políticas.
O foco urgente deve ser a preservação da vida e a eficiência prática na ponta do sistema, garantindo que o atendimento preventivo preceda a tragédia.


