Atenção: Núcleo da Terra Reduz Velocidade e Inverte Direção Relativa
Estudos geofísicos recentes confirmaram que o núcleo interno da Terra, uma esfera sólida de ferro e níquel do tamanho da Lua, passou por uma mudança drástica em sua dinâmica de rotação. Dados coletados entre 1990 e 2021 indicam que o núcleo desacelerou significativamente a partir de 2008, chegando a um ponto de “pausa” em relação à superfície e iniciando um movimento que pesquisadores chamam de rotação reversa.
Essa inversão, no entanto, não significa que o núcleo começou a girar fisicamente para o lado oposto em termos absolutos. Na verdade, ele está girando mais devagar do que o restante do planeta. Para um observador na superfície, essa perda de velocidade cria a percepção de que o núcleo está retrocedendo, um fenômeno cíclico que parece ocorrer a cada 35 anos, completando um ciclo total de 70 anos.
Deformação e Mudança de Forma
Além da mudança na velocidade, pesquisas publicadas em 2025 revelaram um detalhe ainda mais surpreendente: o núcleo está mudando de formato. Cientistas liderados por John Vidale, da Universidade do Sul da Califórnia, identificaram que a superfície do núcleo sólido está se deformando, possivelmente criando “montanhas” ou depressões de até 100 metros de altura. Esse processo é comparado a deslizamentos de terra subterrâneos, causados pela pressão do núcleo externo líquido e pela atração gravitacional do manto terrestre.
Impactos no Dia a Dia
Embora o fenômeno pareça digno de um filme de ficção científica, os efeitos sentidos na superfície são extremamente sutis. Entre as principais consequências apontadas pelos cientistas estão:
- Duração do dia: A desaceleração do núcleo pode alterar a duração de um dia em milissegundos, algo imperceptível para os seres humanos, mas detectável por relógios atômicos.
- Campo magnético: Como o movimento do núcleo ajuda a gerar o escudo magnético da Terra, essas oscilações são monitoradas para entender a estabilidade da proteção contra radiações solares.
- Influências climáticas: Alguns modelos sugerem que variações gravitacionais e rotacionais de longo prazo podem ter efeitos marginais no clima global, embora essa conexão ainda seja alvo de debates intensos.
Essa descoberta encerra uma discussão de duas décadas na comunidade científica e reforça a ideia de que o interior da Terra é um sistema dinâmico e em constante ajuste.


