Imposto e Retrocesso: Os Aumentos e Novas Medidas Tributárias no Governo Atual

Imposto e Retrocesso: Os Aumentos e Novas Medidas Tributárias no Governo Atual
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Desde o início de seu mandato em janeiro de 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem implementado uma série de medidas para aumentar a arrecadação federal, gerando debates e impactando diversos setores da economia e a vida dos cidadãos brasileiros.

No Brasil, é evidente que a premissa de que impostos são benéficos apenas quando retornam em serviços de qualidade para o cidadão não se sustenta. Áreas essenciais como segurança, saúde e educação mostram uma deterioração contínua, apesar da alta carga tributária.

Mas para onde vai este dinheiro arrecadado e porque o Governo não reduz as suas despesas para reduzir impostos, como pode ser visto na Argentina de Milei?

Segue as principais medidas tributárias adotadas pelo governo desde 2023:

Principais Medidas Tributárias Implementadas:

  1. Reversão das alíquotas de PIS/Cofins sobre receitas financeiras de grandes empresas: Em 1º de janeiro de 2023, um decreto revogou a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre receitas financeiras, incluindo operações de hedge, para grandes empresas.
  2. Retaxação de tributos federais sobre gasolina e etanol: A partir de 1º de março de 2023, o governo restabeleceu a cobrança de impostos federais sobre a gasolina e o etanol.
  3. Taxação das exportações de óleo bruto: Juntamente com a retaxação dos combustíveis, o governo instituiu um imposto sobre a exportação de óleo cru por um período de três meses (março a junho de 2023), como medida compensatória.
  4. Exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins: Em 1º de maio de 2023, a Medida Provisória (MP) 1.159, que excluía o ICMS da base de cálculo dos créditos de PIS/Pasep e Cofins, entrou em vigor e foi posteriormente convertida em lei federal.
  5. Recriação do voto de qualidade no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais): Essa medida buscou aumentar a arrecadação governamental, permitindo que o voto de desempate em julgamentos de contencioso fiscal seja do presidente da turma, geralmente representante da Fazenda.
  6. Tributação de apostas esportivas online (bets): Uma MP de 25 de julho de 2023 inicialmente previa 18% sobre a receita bruta das empresas (GGR). Após tramitação no Congresso, a tributação ficou em 12% sobre a receita das plataformas e 15% de IRPF sobre os prêmios dos apostadores.
  7. “Taxa das Blusinhas” (Imposto sobre pequenas remessas internacionais): A isenção do imposto de importação para remessas de até US$ 50 entre pessoas físicas foi inicialmente alvo de discussão. O programa “Remessa Conforme” manteve a isenção para compras de empresas participantes até US$ 50, porém, a partir de 1º de agosto de 2024, compras até US$ 50 estão sujeitas a 20% de imposto de importação, e remessas de US$ 51 a US$ 3 mil a 60% (com desconto de US$ 20), além de 17% de ICMS em ambos os casos.
  8. Aumento do IPI sobre armas de fogo e munições: Um decreto de 31 de outubro de 2023 elevou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para armas de fogo e equipamentos relacionados de 29,25% para 55%, e para munições de 13% para 25%, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2024.
  9. Aumento do imposto de importação sobre painéis solares: Desde 1º de janeiro de 2024, módulos fotovoltaicos importados passaram a ser taxados em 10,8% pela Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, anteriormente em 6%.
  10. Retaxação de veículos elétricos e híbridos importados: A partir de 1º de janeiro de 2024, os impostos de importação para esses veículos foram restabelecidos, com alíquotas que aumentarão gradualmente até julho de 2026.
  11. Fim da isenção de IRPJ e CSLL sobre incentivos fiscais: Desde 1º de janeiro de 2024, os subsídios de ICMS concedidos por estados passaram a ser incluídos na base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
  12. Novas regras para limitar o uso de Juros sobre Capital Próprio (JCP): O governo alterou as regras para o JCP, visando reduzir seu uso pelas empresas para diminuir a base de cálculo do IRPJ e CSLL.
  13. Tributação de fundos exclusivos: A partir de 1º de janeiro de 2024, investidores em fundos exclusivos passaram a ser tributados em 15% (longo prazo) ou 20% (curto prazo) sobre os rendimentos, com recolhimento semestral via “come-cotas”.
  14. Tributação de offshores: Uma lei estabelece uma taxação anual de 15% sobre os rendimentos de offshores a partir de 2024, mesmo que o capital permaneça no exterior.
  15. Retomada de PIS e Cofins sobre diesel e biodiesel: Em 1º de janeiro de 2024, a cobrança de PIS e Cofins sobre diesel e biodiesel foi restabelecida.
  16. IPVA sobre jatos particulares e iates: A reforma tributária do consumo incluiu a incidência de IPVA sobre embarcações e aeronaves, com autonomia para os estados definirem alíquotas diferenciadas.
  17. ITCMD progressivo: A reforma tributária do consumo estabeleceu novas regras para o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), o imposto sobre heranças.
  18. Criação do Imposto Seletivo: Introduzido pela reforma tributária, este imposto incide sobre veículos, embarcações e aeronaves poluentes (com alíquotas zero para automóveis sustentáveis), além de cigarros, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e bens minerais extraídos.
  19. Retaxação gradual da folha de pagamento: Aprovada pelo Congresso, esta medida retomará gradualmente a tributação da folha de pagamento ao longo de três anos (2025-2027), começando com 5% em 2025.
  20. Fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (Perse): O programa Perse, que concedia isenções de tributos federais para empresas afetadas pela pandemia, foi encerrado em março de 2025, após atingir o limite de R$ 15 bilhões.
  21. Imposto para grandes multinacionais: O governo criou uma Contribuição Social Adicional sobre o Lucro Líquido (CSLL), estabelecendo uma alíquota mínima de 15% sobre o lucro de grandes multinacionais com receita anual igual ou superior a € 750 milhões.
  22. Proposta de aumento de CSLL e maior tributação: O governo propôs um aumento na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e uma maior tributação.
  23. Nova alíquota fixa para aplicações financeiras (renda fixa, multimercado, ETFs): A Medida Provisória (MP) 1.303 estabelece uma alíquota fixa de Imposto de Renda (IR) de 17,5% sem isenção, a partir de janeiro de 2026.
  24. Nova alíquota para tributação de ações e fundos de ações: A Medida Provisória (MP) 1.303 determina a incidência de 17,5% de Imposto de Renda a partir de janeiro de 2026, incluindo operações de day trade. A norma prevê isenção para vendas trimestrais de até R$ 60 mil.

Essas medidas, em conjunto, refletem a estratégia do governo de aumento de imposto sem a contrapartida para o Cidadão, aumentando alimentos, medicamentos, serviços entre outros itens consumidos pelo cidadão Brasileiro!

E você, o que pensa desta estratégia do Governo Lula?

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