Border Collie Famoso com Mais de 1 Milhão de Seguidores é Roubado e Vendido para Restaurante na China

Border Collie Famoso com Mais de 1 Milhão de Seguidores é Roubado e Vendido para Restaurante na China

O trágico caso do cão Chutou acendeu um debate global sobre a proteção de animais de estimação. O Border Collie de 8 anos, famoso por acumular mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais chinesas ao acompanhar seu tutor em viagens por montanhas e desertos, foi roubado e abatido para consumo humano na China. O caso causou grande revolta na internet devido à frieza dos envolvidos e à fragilidade das leis locais de bem-estar animal.

O crime ocorreu em maio de 2026, quando o tutor de Chutou, um influenciador de viagens chamado Guo, fazia uma jornada solo pela Geórgia e deixou o cão sob os cuidados de seus pais na província de Henan. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma bicicleta elétrica levaram o animal, que descansava na propriedade da família usando coleira e rastreador. Ao saber do desaparecimento, Guo interrompeu a viagem e retornou imediatamente para a China para iniciar as buscas.

Duas semanas após o sumiço, o tutor localizou o suspeito e chegou a oferecer uma recompensa de 10 mil iuanes (cerca de 1.500 dólares) pelo retorno do cão. O homem alegou ter confundido o Border Collie com um animal de rua, informando que já o havia vendido a um restaurante de carne de cachorro por 180 iuanes (aproximadamente 27 dólares), onde o animal foi morto e consumido. Sem demonstrar arrependimento, o suspeito declarou que não havia quebrado nenhuma lei por se tratar de um animal morto. Guo tentou recuperar os restos mortais ou a pelagem do pet, mas funcionários do restaurante informaram que tudo havia sido descartado no lixo.

A legislação chinesa atual dificulta a punição severa nesses casos, pois o país não possui uma lei nacional específica para o bem-estar de animais de estimação. Juridicamente, cães e gatos são tratados como propriedade privada, o que limita as sanções a reparações financeiras por perdas civis. A polícia local avalia o caso sob a ótica de crime de roubo de propriedade, que exige um valor de mercado mínimo de 2.000 iuanes para gerar acusações criminais que podem resultar em até três anos de prisão. Embora o consumo de carne canina tenha sido proibido em algumas cidades como Shenzhen, ele ainda persiste em determinadas regiões da China, gerando fortes críticas de grupos de defesa animal e forte mobilização pública por reformas legais de proteção.

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