Citroën Nega Boatos de Saída do Brasil e Reforça Aposta em Modelos Nacionais
Oficialmente, a Citroën não vai sair do Brasil. A Stellantis, conglomerado automotivo que controla a fabricante francesa, negou publicamente os boatos de encerramento das operações no país, reforçando que a marca segue ativa, com concessionárias abertas e produção nacional acelerada.
Os rumores sobre uma possível despedida ganharam força após o anúncio do plano estratégico global da Stellantis. O grupo detalhou um investimento massivo de R$ 350 bilhões até 2030, revelando que 70% dessa verba será destinada às suas marcas globais prioritárias, como Fiat, Jeep e Ram, enquanto as marcas consideradas regionais, caso da Citroën, receberão uma fatia menor de 30% para ações táticas. Essa divisão gerou especulações na imprensa automotiva sobre um possível esvaziamento da fabricante francesa no mercado sul-americano, potencializado por medidas recentes de reestruturação da rede de distribuição, como a estratégia de hibernação de algumas concessionárias compartilhadas com a Peugeot para otimizar custos operacionais.
Apesar do clima de incerteza gerado pelo debate sobre as margens de lucro e a concorrência com marcas asiáticas, os dados de mercado e a infraestrutura local jogam contra a hipótese de um adeus imediato. A Citroën registrou um crescimento sólido de 18% em seus emplacamentos no fechamento do último ano, alcançando o melhor desempenho comercial da última década ao comercializar quase 40 mil veículos. A operação brasileira está fortemente ancorada no complexo industrial de Porto Real, no Rio de Janeiro, que recebeu aportes recentes para a produção local dos modelos C3, C3 Aircross e do novo SUV cupê Basalt, tornando o processo de desativação da marca extremamente complexo e oneroso para os planos de engenharia compartilhada da holding.

