Ele Era Descendente de Carlos Magno e Tocou Heavy Metal: A Vida Inacreditável de Christopher Lee

Ele Era Descendente de Carlos Magno e Tocou Heavy Metal: A Vida Inacreditável de Christopher Lee

Se você acha que a sua vida é agitada, prepare-se para conhecer o currículo do ator Sir Christopher Lee (1922-2015). Este homem não apenas interpretou lendas, mas também viveu uma lenda que faria Indiana Jones parecer um estagiário de museu. De nobreza medieval a espião de guerra e metaleiro octogenário, Lee provou que viver “o roteiro” é para os fracos.

​👑 O Sangue Azul e o Encontro com o Assassino (Anos 1920 e 1930)
​Nascido em 1922, em Londres, Lee já começou com um status impressionante. Através de sua linhagem nobre materna, ele traçou sua ascendência até o próprio imperador Carlos Magno! Isso mesmo, o pai da Europa. E se isso não bastasse, na década de 1930, quando era apenas um garoto em Paris, ele conheceu um certo homem chamado Felix Yusupov, o príncipe russo famoso por ter matado o místico Rasputin.

​Mal sabia o jovem Lee que o destino o colocaria no papel de Rasputin no cinema anos depois. É o tipo de coincidência que te faz pensar que a vida dele era dirigida por um roteirista muito excêntrico. Para fechar a década de forma bizarra, em 1939, ele estava em Paris e presenciou, por puro acaso, a última execução pública por guilhotina na França. Uma experiência um tanto… cabeça.

​💂 O Agente Secreto Que Faria 007 Sentir Inveja (Anos 1940)
​Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, Lee não ficou parado. Em 1939, ele se voluntariou para lutar contra as forças soviéticas na Guerra de Inverno da Finlândia. Depois, serviu como piloto na Força Aérea Real (RAF). ​A parte mais interessante, e mais misteriosa, é o seu tempo como Oficial de Inteligência. Ele serviu em missões secretas na África do Norte e no Mediterrâneo, sobrevivendo a intensos bombardeios e, como se não bastasse, contraindo malária seis vezes em um único ano.

O que ele fez lá? Ele nunca disse, fiel aos juramentos de sigilo. Apenas nos resta o conhecimento de que, após o conflito, ele participou ativamente do C.R.O.S.S., a unidade secreta de busca por criminosos de guerra nazistas. Pense nele como um caçador de recompensas intelectual, mas com um uniforme chique.

E o que ele fazia nas suas folgas? Ah, ele escalou o Monte Vesúvio em 1944. Três dias depois, o vulcão entrou em erupção. Parece que o Vesúvio só estava esperando a permissão dele para entrar em ação.

​🎬 Do Barítono à Lenda do Terror (Anos 1950 em Diante)
​Após o armistício, Lee usou seus talentos em vez das armas. Ele já dominava oito idiomas (falava cinco fluentemente!) e era um especialista em esgrima, habilidades que o salvaram de dublês desnecessários no futuro.

Quase perdemos o Drácula mais icônico do cinema para a ópera! No início dos anos 50, ele tinha uma voz de barítono tão poderosa que considerou seriamente ser cantor de ópera, mas, felizmente para o terror e para a fantasia, escolheu a atuação. Em 1958, ele ganhou fama mundial como o Conde Drácula para a Hammer Films, cimentando sua posição como o Rei do Terror britânico.

​🌟 Tolkien, Star Wars e O Cavaleiro do Metal (Últimas Décadas)
​A partir de 2000, Christopher Lee se tornou a única pessoa a ter estado em contato direto com os maiores universos de fantasia do século XX. ​Ele foi o único ator do elenco de O Senhor dos Anéis a ter conhecido J.R.R. Tolkien pessoalmente. Lee lia a trilogia anualmente e foi, indiscutivelmente, o fã mais devoto (e qualificado) a interpretar Saruman.

​Ele levou sua elegância para o espaço como o Conde Dooku, ou Darth Tyranus, na trilogia prequel de Star Wars.

​Em 2009, finalmente recebeu o reconhecimento máximo, sendo nomeado Cavaleiro pela Rainha Elizabeth II.

​Mas a cereja do bolo, o toque final de excentricidade, veio na casa dos 80 anos. Christopher Lee abraçou sua paixão pela música sinfônica e lançou um álbum de Heavy Metal Sinfônico sobre Carlos Magno, seu antepassado! Ele se tornou o artista mais velho a emplacar nas paradas da Billboard.

​Sir Christopher Lee faleceu em 2015, aos 93 anos, deixando para trás um legado de mais de 280 filmes e uma história de vida que prova que, se você tiver sangue azul, for um espião, um espadachim e um músico de metal, talvez 93 anos sejam suficientes para você.

​E aí, leitor? Qual dos fatos épicos de Christopher Lee te surpreendeu mais? A esgrima de combate, a busca por nazistas, ou a banda de metal sinfônico? Deixe seu comentário abaixo e vamos discutir se essa vida merecia um filme solo!

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