Hackers Descongelam Remotamente Geladeiras em Centenas de Supermercados Franceses
Hackers descongelam remotamente geladeiras em centenas de supermercados franceses, causando grande deterioração de alimentos. O ataque ocorreu na noite de domingo para segunda-feira, 12 de outubro de 2026. Os invasores tomaram controle dos sistemas de refrigeração conectados e elevaram a temperatura de freezers e geladeiras até 50 graus Celsius. Em algumas lojas o aquecimento durou cerca de seis horas. Funcionários chegaram de manhã e encontraram ar quente saindo dos equipamentos, alimentos estragados e, em alguns casos, pequenos focos de incêndio.
Redes como Intermarché, Netto, Coopérative U, Carrefour, Monoprix e E.Leclerc confirmaram o impacto. Estimativas de lojas afetadas ficam em torno de 350 a 400 unidades, uma fração do total de cerca de 15 mil supermercados no país. A Intermarché e a Netto relataram cerca de 180 a 300 lojas atingidas. A Coopérative U falou em mais de 100. A Carrefour citou 80 lojas e a Monoprix cerca de 5% das suas unidades. As lojas descartaram carne, laticínios, verduras e produtos congelados para evitar risco à saúde. O CEO da Intermarché estimou perdas de dezenas de milhões de euros em um só dia no país. Em duas lojas na região da Alsácia o prejuízo conjunto chegou a 270 mil euros.
O ataque explorou software de controle de refrigeração, em especial sistemas da empresa dinamarquesa Danfoss, e também equipamentos de outras marcas. A agência francesa de cibersegurança apontou que muitos aparelhos usavam firmware antigo ou já estavam fora de suporte, sem receber atualizações de segurança. A Danfoss informou que sabia dos incidentes na França e que os equipamentos afetados eram de gerações antigas. O Ministério Público de Paris abriu investigação. O primeiro-ministro instruiu a agência nacional de cibersegurança a apurar o caso. Nenhum grupo reivindicou a autoria até agora.
O episódio mostra a vulnerabilidade de sistemas operacionais conectados à internet em supermercados. Os equipamentos permitem monitoramento remoto da temperatura 24 horas por dia, o que facilitou o acesso dos hackers. Especialistas de segurança digital disseram que a invasão não exigiu técnica muito sofisticada. O caso levanta preocupação com a cadeia do frio e com a segurança alimentar. Autoridades europeias comentaram que a exploração de sistemas de alimentação é uma realidade que precisa de mais atenção.
As lojas afetadas jogaram fora estoques inteiros de produtos frescos e congelados. Em Paris, funcionários de alguns supermercados colocaram caixas de carne e itens congelados em contêineres de lixo. Outras redes desconectaram equipamentos da internet para evitar que o problema se espalhasse. A investigação segue para identificar os responsáveis e entender como o acesso foi obtido.
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