Caça da FAB Interceptou Bombardeiro Britânico no Rio de Janeiro Durante a Guerra das Malvinas
Em junho de 1982, no auge da Guerra das Malvinas, os moradores do Rio de Janeiro foram surpreendidos por um forte estrondo sônico que quebrou vidraças em vários pontos da capital fluminense. O barulho foi provocado por dois caças F-5 da Força Aérea Brasileira que decolaram em alerta máximo para interceptar um bombardeiro britânico Avro Vulcan. A aeronave estrangeira invadiu o espaço aéreo nacional sem autorização prévia após sofrer uma pane seca provocada pela quebra de sua sonda de reabastecimento no meio do Oceano Atlântico.
Sem condições de retornar para a base militar britânica na Ilha de Ascensão, o piloto do Vulcan declarou emergência e solicitou aproximação imediata para o Aeroporto do Galeão. A escolta armada feita pelos pilotos brasileiros garantiu que o gigante pousasse em segurança na pista carioca com os tanques praticamente vazios. O incidente gerou grande tensão diplomática, uma vez que o Brasil mantinha uma posição de estrita neutralidade no conflito armado que ocorria no Atlântico Sul entre o Reino Unido e a Argentina.
Após uma semana de negociações de bastidores, a tripulação e o bombardeiro foram liberados pelas autoridades brasileiras com o compromisso de que a aeronave não retornaria ao teatro de operações da guerra. Contudo, um míssil de alta tecnologia fornecido pelos Estados Unidos que acabou preso na asa do Vulcan foi retido permanentemente no Brasil e serviu para estudos da nossa engenharia militar.
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