Indústria Automotiva Alerta para Riscos para os 32% de Etanol na Gasolina
Entidades de peso do setor automotivo, como a Anfavea, Abeifa e Sindipeças, manifestaram cautela e preocupação com a proposta do governo de elevar a mistura de etanol na gasolina para 32% ainda no primeiro semestre de 2026. Em documento encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, os fabricantes pedem que a mudança seja baseada em estudos técnicos rigorosos para evitar prejuízos aos consumidores e danos mecânicos aos veículos.
O maior receio das entidades recai sobre a frota de veículos mais antigos e os modelos importados que não possuem tecnologia flex, uma vez que esses motores não foram projetados para lidar com níveis tão elevados de biocombustível. O etanol possui propriedades corrosivas e um poder calorífico diferente da gasolina, o que pode resultar em aumento do consumo, perda de potência e desgaste prematuro de componentes do sistema de alimentação, como bombas e bicos injetores.
Enquanto o governo defende a medida como uma forma de reduzir a dependência de combustíveis importados e segurar os preços nas bombas, especialistas alertam que a economia pode ser ilusória para o bolso do motorista. Com o aumento da proporção de etanol, a autonomia dos veículos tende a diminuir, obrigando o condutor a abastecer com mais frequência. O tema deve ser levado à próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para uma decisão final sobre o novo percentual.
Como você avalia essa mudança constante na composição do nosso combustível? Acredita que os benefícios ambientais e econômicos compensam os riscos para os motores? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e participe da discussão.


