O Risco Oculto do Ouro na Gastronomia Brasileira
O uso indiscriminado de folhas douradas em doces e pratos sofisticados no Brasil acendeu um alerta sanitário sobre a circulação de produtos falsificados e tóxicos. Muitas das folhas comercializadas a preços baixos não passam de ligas de cobre e zinco destinadas ao artesanato de móveis, e não ao consumo humano.
Diferente do ouro 24k legítimo, que é quimicamente inerte e seguro, essas versões falsas podem causar irritações gástricas e intoxicação por metais pesados. A diferenciação exige atenção: o ouro verdadeiro é extremamente fino e se desintegra ao toque, enquanto o sintético possui textura plástica e resistência metálica.
Diante da suspensão de diversas marcas pela Anvisa, especialistas recomendam que confeiteiros e consumidores verifiquem rigorosamente a procedência e o registro sanitário, priorizando alternativas seguras feitas com corantes alimentícios e papel de arroz para garantir que o luxo visual não comprometa a saúde de quem consome.


