Surto de Mosca-branca Mobiliza Produtores e Ameaça Safras Agrícolas no Brasil
A mosca-branca (Bemisia tabaci) consolidou-se como uma das principais pragas da agricultura brasileira, expandindo sua atuação do feijão e tomate para grandes culturas de grãos e fibras, como soja, algodão e milho safrinha. O aumento das temperaturas e períodos de seca aceleram o ciclo reprodutivo do inseto, enquanto a presença de plantas daninhas e o cultivo sucessivo criam uma ponte verde que mantém altas as populações no campo.
Além de sugar a seiva e enfraquecer o vegetal, a praga excreta uma substância açucarada que favorece a fumagina, fungo que reduz a fotossíntese da lavoura. A mosca-branca também atua como vetor de vírus agrícolas que causam deformações e perda severa de produtividade, levando os agricultores a aumentarem o número de aplicações de defensivos para tentar conter os prejuízos econômicos.
Diante do risco de resistência aos inseticidas químicos, especialistas reforçam a importância do manejo integrado, combinando monitoramento frequente, eliminação de plantas voluntárias e uso de controle biológico. Ações coordenadas entre propriedades vizinhas e o respeito ao vazio sanitário são apontados como fundamentais para conter a migração do inseto e proteger a produção agrícola nacional.


