O Retrato da Insegurança nas Cidades Brasileiras
A persistência do Brasil no ranking das 50 cidades mais violentas do mundo revela um cenário de contrastes e desafios crônicos.
Com oito municípios figurando no levantamento internacional, a violência letal se concentra majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, impulsionada por disputas de território entre facções e o avanço do crime organizado.
Feira de Santana, na Bahia, mantém-se como a cidade mais violenta do país no ranking global, apresentando uma taxa de homicídios que reflete a pressão sobre os serviços de segurança pública.
Outras localidades como Recife, Fortaleza e Salvador também aparecem com destaque negativo, acompanhadas por capitais como Porto Velho e Manaus, o que evidencia que o problema não está restrito a um único estado, mas a uma dinâmica regional de criminalidade.
Embora o Brasil tenha registrado uma leve melhora ao reduzir de dez para oito o número de cidades no topo da lista mundial, os índices internos ainda são alarmantes em municípios de médio porte.
No cenário nacional de 2025 e 2026, cidades como Jequié, Maranguape e Santo Antônio de Jesus lideram as estatísticas de mortes violentas intencionais, muitas vezes superando as taxas das grandes capitais.
Esse fenômeno de interiorização da violência é alimentado por desigualdades socioeconômicas e falhas estruturais, enquanto o Sul e o Sudeste, apesar de seus próprios desafios, conseguem manter indicadores significativamente mais baixos.
A presença contínua do Brasil nesses rankings internacionais reforça a urgência de políticas de segurança integradas que foquem tanto na inteligência policial quanto no desenvolvimento social das áreas mais vulneráveis.
Veja a posição no Ranking:
22. Feira de Santana (BA) – 55,63/100 mil hab.
31. Recife (PE) – 41,88/100 mil hab.
34. Fortaleza (CE) – 40,68/100 mil hab.
35. Salvador (BA) – 39,71/100 mil hab.
41. Maceió (AL) – 35,40/100 mil hab.
44. Porto Velho (RO) – 34,32/100 mil hab.
47. Manaus (AM) – 31,19/100 mil hab.
50. Caruaru (PE) – 29,58/100 mil hab.

